Voluntariado que transforma: O Impacto da Maratona de Aceleração Social Johnson & Johnson

Mariana Moraes • 25 de março de 2025
Grupo de pessoas em frente a telas; texto

Imagine ter um time de profissionais dedicados a resolver desafios da sua organização social em poucos dias. Essa é a proposta da Maratona de Aceleração Social, promovida pela Johnson & Johnson em parceria com a Phomenta. Em sua 7ª edição, realizada em 2024, a iniciativa reuniu 68 colaboradores voluntários para oferecer consultoria estratégica a oito ONGs, ajudando a fortalecer sua gestão e ampliar seu impacto.


Em um país onde 4,4% da população acima de 14 anos realiza trabalho voluntário (IBGE, 2019), programas como a Maratona mostram que o envolvimento do setor privado pode fazer a diferença. O voluntariado corporativo não só fortalece o terceiro setor, mas também transforma a visão de mundo dos próprios participantes.


Por que programas como esse são essenciais?

O voluntariado vai além da boa ação. Ele cria conexões, resolve problemas reais e fortalece organizações que atendem milhares de pessoas. Iniciativas como a Maratona são fundamentais porque:


Desenvolvem profissionais e equipes – Colaboradores aplicam suas habilidades de forma prática e criativa.


Fortalecem as ONGs
– As organizações recebem apoio especializado para superar desafios de gestão.


Aumentam o engajamento social
– Empresas se tornam mais conectadas com a realidade das comunidades.



Um grupo de pessoas diversas colabora em uma mesa, gesticulando e examinando papéis em um ambiente interno com um fundo claro.


Da teoria à prática

Durante a última edição, a Fundação Síndrome de Down foi uma das ONGs beneficiadas. Para Nathalia Batista, assistente de comunicação da organização, a experiência foi surpreendente. "As expectativas eram as maiores, estávamos muito empolgados com a troca com outros profissionais. Os desafios estavam relacionados à área de comunicação da instituição, principalmente em ações direcionadas a nossa equipe interna e também aos atendidos e famílias”, relembra. “[A experiência] foi muito enriquecedora, nos surpreendemos com a dedicação e disponibilidade de todos. Enxergaram outras perspectivas que nós aqui, no dia a dia, não enxergávamos mais e então houveram sugestões muito importantes. Saímos com um olhar mais dedicado para as falhas relacionadas aos problemas a serem selecionados, ou seja, ganhamos força e credibilidade da equipe para aplicar melhorias da comunicação com o nosso público.”


Do outro lado, Letícia Tostes, colaboradora da Johnson & Johnson, também passou por aprendizados ao atuar com a Fundação. "Neste modelo online foi minha primeira experiência. Também foi meu primeiro voluntariado relacionado a alguma ação voltada para o aspecto intelectual. Então foi bem interessante compartilhar conhecimentos e colaborar neste sentido”, diz. “Aprendi sobre empatia, diversidade e colaboração. Foi meu primeiro contato com uma instituição focada em apoio a pessoas com Síndrome Down, aprendi novos vocabulários, desafios enfrentados pela fundação dos quais não tinha conhecimento. Além disso, foi interessante conectar com outros profissionais da Johnson&Jhonson, trocamos conhecimentos e experiências.”


Duas mulheres sorridentes segurando um diagrama, possivelmente em uma conferência. Uma usa óculos e camisa branca, a outra veste um paletó.

Além da FSDW, outras 7 ONGs participaram da iniciativa. Para Juliana Fanaro, diretora da  Por1sorriso, a Maratona trouxe soluções concretas para a organização: "Tinha expectativa de ter contato com voluntários de áreas completamente diferentes do nosso cotidiano, e sabia que isso nos traria outras visões para nosso trabalho, dificuldades e soluções. Nosso principal desafio era encontrar uma forma mais eficiente de gerenciar nosso estoque de materiais (que é bem extenso em quantidade de itens diferentes) e assim conseguir organizar melhor nosso envio de materiais para as ações, compras e pedidos de doações”, comenta, “Foi incrível! Eles sempre foram muito solícitos e interessados, sempre vinham com muitas ideias. Eles conseguiram implementar uma ferramenta que está ajudando muito na nossa organização, deixando mais claro, rápido e preciso.”


Mulher segurando um papel com texto, perto de uma garrafa d'água. Cenário de reunião, mesa branca.

Resultados que falam por si

Na edição deste ano, a Maratona alcançou números expressivos:

  • 68 colaboradores Jhonson&Jhonson resolveram desafios sociais
  • 8 ONGs aceleradas, ampliando seu impacto
  • Mais de 1.000 horas de voluntariado dedicadas
  • 82% dos voluntários participaram pela primeira vez
  • 97% dos profissionais aumentaram a sua motivação e satisfação com a empresa
  • 30 projetos desenvolvidos ao longo da Maratona


Voluntariado Corporativo: uma transformação mútua

Como pudemos ver, além de beneficiar ONGs, ações como a Maratona também promovem o desenvolvimento de profissionais. Segundo um levantamento do Instituto Datafolha (2021), 80% das empresas que investem em voluntariado percebem impactos positivos no clima organizacional e no engajamento dos funcionários.


Programas como esse mostram que o voluntariado corporativo é uma via de mão dupla: enquanto as ONGs recebem apoio especializado, os voluntários ampliam suas perspectivas, desenvolvem novas habilidades e vivenciam na prática o impacto social que podem gerar. Uma conexão que transforma realidades – de quem recebe e de quem doa seu tempo e conhecimento.

E você, já pensou em viver essa experiência?


Acesse https://www.phomenta.com.br/programas-de-voluntariado-corporativo e saiba mais sobre nosso programa de voluntariado!



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